A espécie humana na Terra

Nós, a espécie humana, ainda não aprendemos a nos portar com dignidade neste planeta. Não nos percebemos enquanto parte do Todo, e não honramos nossa coexistência com todos os seres naturais que aí estão. A caminhada é longa e todo esforço no sentido de torná-la mais curta e fácil será vão. Pelo contrário, na tentativa de encurtá-la impomos a necessidade de mais passos e de mais tempo para retornarmos ao ponto do desvio e adotarmos uma postura reta.

O caminho do bem passa pelo cultivo do respeito e do encantamento diante do milagre da Vida. De sentirmos em nosso íntimo o valor de cada ser, vivo e não vivo. A dor do outro é a minha dor e a alegria do outro e a minha alegria. Estamos todos juntos num processo evolutivo e devemos aprender juntos a alcançar o próximo degrau. A evolução é ao mesmo tempo individual e coletiva.

Precisamos refletir sobre como criamos nossas relações, com base em quais princípios e valores elas se nutrem e se movem. Estou buscando ao máximo realizar meu potencial humano?

A natureza não nos pertence, mas sim nós a ela pertencemos pois que somos natureza também. A vida em harmonia entre os seres é uma Lei Universal. Assim deve ser. E qualquer ato contrário só nos toma precioso tempo em nossa jornada.

Nossa jornada na Terra é de trabalho. Para isso viemos, para realizarmos nossas potências nos campos moral, espiritual e intelectual. Abracemos nossa tarefa com amor, entusiasmo e confiança. Se estiver muito fácil, desconfie. Em geral, o caminho nobre exige de nós trabalho constante e dedicação.

É tempo de nos despirmos de todo excesso e de tudo aquilo que compromete nossa visão do mundo real. Busquemos o essencial, tendo como eixo as necessidades dos nossos corpos material, mental e espiritual. O que eu preciso para atender adequadamente essas demandas?

Vivendo com o mínimo necessário, impactaremos o mínimo possível esse incrível ecossistema do qual somos parte. Lembremos que na natureza não há excessos, não há desperdícios nem nada que não atue com um propósito. Qual meu propósito? É bom e nobre? Que história de vida estou escrevendo? Estou contribuindo para o bem-estar do outro? Vamos honrar nossa família terrestre e agir com sensatez e bondade neste delicado momento de evolução coletiva.

Foto: acervo Fios de Gaia

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