Brasil Estilo de Vida

A Política dos 5 R’s e o Consumo Sustentável

a3p

Sobre a A3P

A3P significa Agenda Ambiental na Administração Pública. É um programa de sustentabilidade desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente – MMA que representa um posicionamento da Administração Pública frente às questões ambientais que se apresentam. Propõe a revisão dos padrões de produção e de consumo no setor público e a adoção de estratégias baseadas em critérios, princípios e diretrizes sociais e ambientais.

Uma cartilha completa sobre Agenda Ambiental na Administração Pública foi elaborada pelo Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do MMA. Nela encontram-se definidos conceito, objetivos, eixos temáticos, entre outros. Esta cartilha indica como objetivo principal da A3P o estímulo à reflexão e à mudança de atitudes entre os servidores públicos, de modo que estes incorporem princípios de gestão socioambiental no seu dia-a-dia. Aponta a responsabilidade que as instituições públicas, enquanto grandes consumidoras de bens e serviços, possuem em dar o exemplo de boas práticas em suas atividades rotineiras.

Os cinco R’s

A Agenda Ambiental prioriza como um de seus princípios a política dos 5 R’s. São eles: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar. Em comparação com a política anterior dos 3 R’s (reduzir, reutilizar e reciclar), reflete um significativo avanço. Ao introduzir o R de “Repensar”, coloca a importância da reflexão crítica sobre a necessidade do consumo, e indica o R de “Recusar” como fator essencial para o sucesso de qualquer ação ambiental no ambiente de trabalho.

A política dos 5Rs

Para baixar este infográfico: clique aqui

A cartilha ressalta a diferença entre reutilização e reciclagem. Esclarece que reutilizar implica em usar novamente um mesmo material antes de descartá-lo, enquanto que reciclar um produto é transformá-lo em matéria prima dando início a um novo ciclo de produção, consumo e descarte. A reciclagem pode ser feita de forma artesanal ou industrial e qualquer pessoa pode (e deve) ajudar neste processo.

Curiosidade

O Conselho Nacional do Meio Ambiente, por meio da Resolução CONAMA nº 275/01 estabeleceu tipologias diferentes de resíduos sólidos para a realização da coleta seletiva. Foi definido um código de cores de acordo com o tipo do resíduo, e este código deve ser adotado na identificação dos coletores e transportadoras, assim como nas campanhas informativas referentes ao tema.

codigo-de-cores

Para baixar este infográfico: clique aqui

Dicas para repensarmos o consumo

Todos nós consumidores, dentro ou fora da administração pública, precisamos formar uma nova cultura de consumo, pautada por ações conscientes e responsáveis. Nesse sentido, listamos abaixo algumas perguntas que podemos fazer a nós mesmas(os) e que podem nos ajudar a trilhar o caminho do consumo sustentável.

1ª) Eu realmente preciso?
Perceber fatores como publicidade, moda, posição social e até carência emocional, de forma a evitar exageros e compras desnecessárias.
Dica: frequente bibliotecas públicas, centros culturais e parques. São atividades que nos enriquecem e que não custam nada!

2ª) Tenho como fazer eu mesma(o)?
Ou ainda pegar emprestado ou alugar? Esta reflexão nos permite resgatar conhecimentos tradicionais, desenvolver habilidades e fortalecer um sentimento de independência em relação ao mercado.
Dica: aprenda a fazer produtos naturais para limpeza da sua casa!

3ª) Do que é feito?
Procurar saber qual a matéria-prima utilizada na fabricação do produto. Envolve questões como bem estar dos animais, manejo sustentável das florestas, emissão de dióxido de carbono na atmosfera, uso de bens naturais renováveis ou não renováveis, etc. O ideal é optarmos por produtos feitos da forma mais natural e artesanal possível e sem sofrimento humano ou animal.
Dica: leia atentamente os rótulos dos produtos!

4ª) Quem fez?
Esta pergunta indica para quem vai o dinheiro, isto é, quem eu estou apoiando. Pode ser um pequeno produtor local, uma empresa nacional ou uma grande multinacional estrangeira. Abrange situações como trabalho escravo, trabalho infantil, impactos ambientais no deslocamento do produto, entre outras. Portanto, quanto menor o produtor e mais próximo você estiver do local de produção, melhor! Pois as possibilidades de se informar e de fiscalizar essas questões serão maiores.
Dica: conheça feiras de produtores orgânicos da sua região!

5ª) Qual a qualidade do produto?
Avaliar, por exemplo, se é um bem durável, ou qual sua classe de eficiência energética. O barato pode sair caro não só do ponto de vista financeiro, como também para o meio ambiente e para a sociedade.
Dica: assista ao documentário “Comprar, jogar fora, comprar: A história secreta da obsolescência programada”, evidenciando esta prática e sua relação com a sociedade de consumo.

6ª) Como vou descartá-lo?
Notar se o produto tem muitas embalagens, se gera muitos resíduos, se é reciclável, compostável ou biodegradável, etc. Neste ponto devemos estar atentos para o destino que será dado ao produto após seu uso. O ideal é que este se mantenha no ciclo dos Rs, por meio da reutilização ou da reciclagem, salientando a importância e a eficácia da compostagem dos resíduos orgânicos, que pode ser feita por qualquer um de nós, mesmo em pequenos espaços residenciais.
Dica: utilize uma composteira caseira para descartar seus resíduos orgânicos!

Lembrando que, o ponto central deste tema é a formação de uma nova cultura de consumo, o que significa mudança de hábitos. Para tanto, é essencial nos comprometermos a lidar com todos os desafios que uma transformação nos impõe em nome de uma sociedade mais equilibrada e solidária.

Fontes consultadas:
Cartilha completa A3P – Ministério do Meio Ambiente
Princípio dos 3 R’s – Ministério do Meio Ambiente

Foto abertura: Prylarer / Pixabay

1 Comentário

O que você pensa sobre isso?